Chocolate Alemão – Bayern x Borrusia

Denis Carneiro (*)

Montagem: Mário André Monteiro - IG Esporte

Montagem: Mário André Monteiro – IG Esporte

O título é do Paulo Henrique, um grande amigo, que anteriormente aos jogos da Champions já sinalizava possíveis vitórias dos alemães. E foi o que aconteceu. Grandes vitórias e um verdadeiro chocolate alemão sobre os temidos Real Madrid, e o gigante Barcelona.

Na volta o Borussia perdeu o jogo, mas não seu brilho. E em minha opinião, não o coloco como zebra na final contra seu principal rival atual, o Bayern.

O Borussia na primeira fase estava no grupo de Real, Manchester City e Ajax, e já havia sido o melhor, o que ajuda a compreender sua força, ainda mais em casa onde ainda não perdeu nessa Champions.

O Bayern jogou, mais uma vez, uma bela partida, e aproveitando o desespero do Barcelona, venceu novamente e acumulou 7 x 0 na soma dos resultados, dispensando demais comentários.

O toque de bola do Barcelona já não é novidade, muito menos exclusividade. Aliado ao toque de bola, os alemães não somente jogam como impedem que os outros joguem. Todos os jogadores, independente de estrelismo ou importância técnica, marcam, se esforçam e vibram em cada lance disputado.

O poderio de marcação, um verdadeiro sufoco, não permite que os adversários amornem a partida e, com a ajuda da inflamada torcida que geralmente lota as arenas, as partidas sempre são movimentadas e empolgantes.

Segundo a Brasil BVB, a média de público na arena do Borussia é 99,71% da capacidade (80.720), no maior estádio da Alemanha. Os preços variam de aproximadamente R$ 24 a R$ 129 para torcedores “normais”, e sócios ainda têm um preço melhor.

A evolução de toque de bola se alia a força física dos alemães. Volantes que marcam muito, mas com a bola no pé não deixam a desejar. O jogo em conjunto e a disposição tática permitem que o time se organize rapidamente, dividindo o desgaste físico.

Com essa filosofia, os volantes não se tornam o “motor” do time, e os atacantes os “matadores”. É tudo em conjunto e todos são responsáveis pela dinâmica da equipe, marcação e os gols o marcados.

Nos jogos da semifinal, Borussia e Bayern trabalharam assim – com exceção da noite iluminada do atacante Lewandowski, que marcou quatro gols no jogo de ida.No mais, os conjuntos venceram as partidas.

Detalhe: Tito Vilanova, técnico do Barcelona, não colocou Messi em campo na partida de volta, alegando que o craque não estava bem fisicamente. E mais, no decorrer do jogo, o treinador tirou Iniesta e Xavi, que são os outros dois melhores do time. Tito desistira da partida reconhecendo a supremacia alemã.

A final será entre Bayern e Borussia, dois grandes clubes alemães que se planejam a médio/longo prazo, e contribuem para mais uma evolução no futebol. Dessa maneira, não arrisco um palpite sobre o campeão, e não quero ser covarde com nenhum deles. Para mim os dois já são os campeões: pelo planejamento, torcida, amor dos jogadores e torcida, e evolução. O futebol já não é mais o mesmo, obrigado.

A Copa do Mundo no Brasil se aproxima, e a Alemanha deve despontar como uma das favoritas. O time é jovem, criado no próprio país, e com desejo de ganhar, diferentemente de outras seleções que tem preguiça do jogo em conjunto, da marcação e da dedicação pelos companheiros.

(*) Aluno do CTCOM-UTFPR.

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