Monotonia em série

A maior dificuldade das séries é manter a qualidade por várias temporadas - Foto: Divulgação

A maior dificuldade das séries é manter a qualidade por várias temporadas – Foto: Divulgação

Fernando Kraschinski Gonçalves (*)

Hoje, cada vez mais os seriados têm atraído o público jovem, que se decepciona com os rumos que muitas séries têm tomado: a monotonia. Um mercado que, cada vez mais, se amplia e aumenta seus lucros, utiliza da fidelidade dos fãs para aumentar seu número de temporadas, deixando de lado enredo e qualidade. E não é de hoje. Abaixo, estarão exemplos de séries que já passaram por essa fase, aquelas que estão nas últimas, e as que têm tudo para seguir o mesmo caminho.

F.R.I.E.N.D.S (NBC – 10 temporadas – Finalizado em 2004)

Talvez uma das séries de maior sucesso de todos os tempos, a sitcom do Central Perks foi uma das primeiras a sofrer com o desgaste de excesso de temporadas, mas segurou bem a barra. Mesmo com uma queda de qualidade a partir da 6ª temporada, continuou com uma ótima audiência. O último episódio é um dos mais vistos da história. Porém não a salvou de um desfecho aquém do esperado.

O que salva a série: a união dos personagens, e o carisma de Joey, Chandler e Phoebe.

SMALLVILLE (WARNER – 10 temporadas – Finalizado em 2011)

Quando surgiu, em meados de 2000, com uma boa trilha sonora, efeitos especiais e personagens cativantes, tudo levava a crer que a série seria um sucesso. Realmente foi, porém com um dos enredos mais limitados da TV, em que episódios se resumiam a vilões estranhos e kriptonita. Então, na 7ª temporada um dos personagens principais saiu da série, e tudo piorou ainda mais.

O que salva a série: a personagem Chloe foi o motivo de muitos fãs suportarem a série até o seu desfecho.

HOUSE M.D. (FOX – 8 temporadas – Finalizado em 2012)

Talvez esta seja a série mais regular dos últimos anos, o que não é uma qualidade, mas a coloca à frente de muitas outras séries recentes. A maioria dos seus episódios seguiu o mesmo estilo, ou seja, o tratamento de paciente relaciona-se com problema pessoal de algum dos personagens. A série teve seus picos dramáticos. A mudança constante de coadjuvantes diminuiu o desgaste do seriado, já que o foco mesmo foi o protagonista.

O que salva a série: não fosse a incrível interpretação de Hugh Laurie, talvez o Dr. House não seria o mesmo, e a série não duraria nem a metade.

HOW I MET YOUR MOTHER (CBS – 8 temporadas – Em exibição)

Alguns chamam de cópia de Friends, mas a busca pela esposa de Ted têm suas qualidades. No entanto, fica claro que os criadores da série estão enchendo linguiça já faz tempo. Dão um detalhe da mãe aqui e outro ali, mas deixam pra próxima, e assim vai. Os fãs perceberam e a audiência caiu. A oitava melhorou e garantiu a nona, que será a última. Mas ninguém mais liga pra mãe, querem mesmo saber se os filhos se chamarão Luke e Leya. E a história do abacaxi, claro.

O que salva a série: Barney Stinson é legen…wait for it…DARY! Legendary.

SUPERNATURAL (WARNER – 8 temporadas – Em exibição)

Essa sim foi uma ótima série de 5 temporadas… só que não. Depois de perder Smallville, o CW tenta manter a todo custo a série na grade, mas faz tempo que ela não é a mesma. Fugindo do roteiro original, que encerrava a história na quinta temporada, o roteiro chegou a trazer até um episódio no estilo “Bruxa de Blair”, que foi sem dúvida o pior episódio de seriado que já vi. Que a nona temporada seja a última. E se não for, tudo bem, depois desta, muitos não vão assistir mesmo.

O que salva a série: Depois da quinta temporada, nem reza brava.

THE WALKING DEAD (AMC – 3 temporadas – Em exibição)

Mal estreou em 2010, e TWD já tornou-se febre no mundo todo. Com uma “boa” 1ª temporada de 6 episódios conseguiu cativar o público. A 2ª teve o dobro de episódios, mas não o dobro de roteiro, e que a tornou muito arrastada, e que piorou na temporada seguinte, com 16 te episódios, em que a todo momento parece que o episódio seguinte vai ser o máximo, mas isso nunca acontece, salvo uma ou duas exceções. E essa, lamento dizer, ainda vai longe.

O que salva a série: Personagens descolados, como Daryl e Michonne.

GAME OF THRONES (HBO – 3 temporadas – Em exibição)

A adaptação dos livros de George R.R. Martin tornou-se, rapidamente, a menina-dos-olhos da HBO. As duas primeiras temporadas utilizaram 10 episódios para adaptar cada livro. O terceiro livro, no entanto, terá duas temporadas, por ser “maior” que os demais. Tudo bem, ninguém achou que fosse por dinheiro. Quem acompanhou os três episódios da nova temporada sabe o quão movimentada ela está. E só pra lembrar, serão sete livros, e no mínimo, oito temporadas. Haja paciência.

(*) Aluno do CTCOM-UTFPR.

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