Depois de impasse político, tarifa de ônibus sobe para R$ 2,85

Leonardo Ávila (*)

onibus

A partir de amanhã (14), os usuários do transporte público em Curitiba e Região Metropolitana pagarão R$ 2,85 pela passagem de ônibus. O anúncio, que foi agendado para o dia 8, foi feito na tarde de ontem (12) pela URBS. O motivo do atraso foram as negociações do reajuste salarial dos motoristas e cobradores.

O aumento na tarifa se estende também para as passagem de domingo, que passam a custar R$ 1,50. Já o preço das linhas Turismo e Circular Centro serão R$ 29 e R$ 1,70 respectivamente.

Contudo, mesmo com o aumento, a nova tarifa não cobre a chamada “tarifa técnica”, que é o valor do custo do serviço por usuário. A URBS declarou que esta se encontra no patamar de R$ 3,13.

O valor anunciado ontem será mantido, inicialmente, até maio, quando termina o acordo firmado entre Prefeitura de Curitiba e Governo do Paraná, que prevê o repasse de R$ 60 milhões para que o preço da passagem se mantivesse em R$ 2,60.

Os dirigentes disseram ontem na coletiva de imprensa que esperam que o governador Beto Richa “se sensibilize” com a causa, que envolve toda a região metropolitana.

Se não houver mudanças no atual quadro, a partir de maio a diferença de R$ 0,28 entre o valor cobrado e o custo será responsabilidade das 13 prefeituras da RMC.

O impasse

Às vésperas do período eleitoral do ano passado, o governador firmou acordo com o então prefeito – e apadrinhado político – Luciano Ducci, que destinava verba para que a tarifa não aumentasse. Tal decisão era inédita: o transporte público é de responsabilidade das prefeituras e o governo estadual nunca interveio.

O fracasso de Ducci nas eleições levantou a dúvida sobre a continuidade do subsídio e foi a principal polêmica da nova gestão municipal até o dia 11/03, quando Richa bateu o martelo e cortou o repasse de verbas alegando que isentaria o diesel usado pelo transporte público de ICMS.

A decisão não agradou o prefeito Gustavo Fruet, uma vez que a medida tem impacto final de 3 a 4 centavos em cima da tarifa técnica. Fruet prometeu fazer de tudo para que os passageiros não paguem mais de R$ 3.

(*) É aluno do CTCOM-CT.

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